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Micro Estórias

Micro na escrita. Macro na imaginação.

Incompreendido (Ana Maria Monteiro)

Ele bem que podia tentar roubar o afeto alheio. Sabia que era feio, com aqueles olhos esbugalhados que escondia atrás dos óculos escuros e os seus imensos caninos. Vestia uma capa negra para disfarçar uma silhueta infeliz e aproximava-se dos... Continue lendo →

Ligação (Evelyn Postali)

O telefonema, vindo do outro lado do mundo, o pegou de madrugada. Ao entender a palavra esqueleto, saiu do dormitório de chinelo, ainda sonolento. Só se lembrou de vestir o moletom de capuz. Chegou ofegante ao laboratório. A pele, feito... Continue lendo →

Traços (Francisco Ferreira)

Isto é inerente ao meu espírito inquieto: estar sempre destruindo meus totens para reconstruí-los mais tarde, numa tentativa de reconectar-me ao sagrado – parte espiritual de minha vida, que num dado momento, me desliguei! – Entretanto mantenho baús cheios de... Continue lendo →

Enigma / Partida (Neusa Maria Fontolan)

“Faminto de você, eu tento me encontrar no labirinto infinito que são seus olhos.” *** Ele sempre dizia quando ela cobrava o seu amor: “— Palavras são apenas palavras, um gesto fala mais que palavras.” Ela aprendeu. Bastou um olhar... Continue lendo →

Diário (Neusa Maria Fontolan)

"Oi querida... você sabe que te amo, não sabe? É, eu sei que já disse isso umas mil vezes, mas antes eu não dizia e quero te compensar. Desculpe-me, mas vou falar pouco hoje, pois estou exausto. O dia foi... Continue lendo →

Natureza (Vanessa Lemos)

Caída, a pobre manga já não fazia mais parte do todo, não era mais bela e viçosa, seu poder acabara no exato momento em que caíra e se estatelara no seco e queimado chão. A manga, a mangueira, a floresta,... Continue lendo →

Realidades (Iolandinha Pinheiro)

Aquele filme sobre marginalidade afetou seu humor, sentiu que vivera na escuridão da ignorância por todos os seus trinta e sete anos, longe de se sentir feliz, a luz que lhe acordou a consciência, apenas lhe fez ver que um... Continue lendo →

Corda (Eduardo Selga)

Estirado no leito como quem à espera da morte, sentia dentro de si, perfeitamente amarrado, o nó que não se desfez nem haverá de se desfazer: onde está seu amor? Teria fugido janela afora, viver sua vida, matar a dele?... Continue lendo →

Ambição (Pedro Paulo)

Ele para ao lado do mural e, para variar, passa a contar e recontar as suas misérias, pensando no que poderia fazer se tivesse uma vida de fidalgo. Perdido no sonho da posse de léguas e poder, só percebe minutos... Continue lendo →

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