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Micro Estórias

Micro na escrita. Macro na imaginação.

Metaforica(mente) (Evelyn Postali)

Pinçou o espaço com o alfinete. As estrelas competiam como luzes de vaga-lume. Deixou-se ali, deitada sobre a pétala da flor, em um laço mágico com o perfume e a poesia.

Ponteiros (Claudia Roberta Angst)

Guardo minutos em gavetas imaginárias só para poupá-los do desgaste do cotidiano. Embrulhados, mimos de um desejo que despertou comigo. As horas subindo e descendo as escadas rolantes da imaginação. Portas batendo fora do ritmo dos acontecimentos.

(In)Certezas (Paula Giannini)

"Saudade é vocábulo para sentir" - Silêncio. O microfone acabara de anunciar. O encontro das bandeiras era o ponto alto daquela festa popular. Divino! Foi o pensamento que lhe veio. Divina! Foi a sensação que ficou quando, dias mais tarde,... Continue lendo →

Simples assim (Virgílio Gabriel)

Triste, encostado na cabeceira da cama, Roborvaldo, o robô, estava chateado por ter perdido, naquela manhã, o seu nariz em forma de cubo. Pelo reflexo do seu retrato, na cabeceira da cama, viu seu parceiro esquilo se aproximar pela janela... Continue lendo →

Contemporâneo (Evelyn Postali)

O ilegítimo invadiu o castelo com a Plenitude nas mãos. A esperteza era a lei, era sua espada. Ele não renunciaria. Quem quisesse adoçar a vida com a leveza da verdade, que ocupasse outras terras, que se mudasse. O povo... Continue lendo →

Verdades (Ana Maria Monteiro)

Preciso muita imaginação para me defender dos meus inimigos. Eles procuram o domínio sobre mim. Mas eu conheço os sintomas da sua aproximação e tomo logo um comprimido para as enxaquecas.

Subjetivo (Paula Giannini)

Ele gostava de agredir com palavras. Chamava seu calhambeque de ovni e à ela, chamava vaca, medíocre. Tudo rindo, tudo de brincadeira. E foi também assim, de pura brincadeira, que ela o imaginou caindo do penhasco quando, acompanhada de champanhe,... Continue lendo →

Incompreendido (Ana Maria Monteiro)

Ele bem que podia tentar roubar o afeto alheio. Sabia que era feio, com aqueles olhos esbugalhados que escondia atrás dos óculos escuros e os seus imensos caninos. Vestia uma capa negra para disfarçar uma silhueta infeliz e aproximava-se dos... Continue lendo →

Ligação (Evelyn Postali)

O telefonema, vindo do outro lado do mundo, o pegou de madrugada. Ao entender a palavra esqueleto, saiu do dormitório de chinelo, ainda sonolento. Só se lembrou de vestir o moletom de capuz. Chegou ofegante ao laboratório. A pele, feito... Continue lendo →

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