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Micro Estórias

Micro na escrita. Macro na imaginação.

Espetáculo (Fernando Azevedo Brito)

O seu cotidiano era uma tragédia. Dormia largado na rua e, para escapar do frio da madrugada, restava-lhe recorrer ao papelão. Estava desempregado, desde que o circo fechou as portas. Não havia lugar para a cultura circense em um mundo... Continue lendo →

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O velho piano (Victor O. de Faria)

Aquele era um boteco estranho. No lugar de uma mesa de bilhar, havia um piano, velho, cansado, sem uso. Seu Manoel gostava de explicar aos clientes, em detalhes, a história trazida por aquela relíquia. Um conto que envolvia um perfume,... Continue lendo →

Narciso (Paula Giannini)

Só agora entendia porque diziam que a arte era reconfortante. E sentiu-se incluído ao olhar a tela e enxergar no detalhe, um retrato da própria roupa.

Fugaz (Ana Maria Monteiro)

Ela explicara, dissera muita coisa, falara muito. Mergulhado no torpor pela revelação inesperada, não ouvira nada. Saiu tendo apenas uma certeza: não voltaria a vê-la; quando regressasse à casa, ela não estaria - nunca mais, abandonara-o. Andou sem destino. Passou... Continue lendo →

Antropologia (Jefferson Lemos)

O homem moderno se via como um estranho vagueando por aquelas galerias. Cada quadro, cada moldura, as cores... Tudo parecia tão vivo, e ao mesmo tempo tão sem sentido... Sentou-se, contemplou a razão de sua própria existência, pegou o celular... Continue lendo →

O quadro (Evelyn Postali)

Esquivando-se da mesmice do escritório, arrastou-se para dentro da galeria do outro lado da rua, pela primeira vez. Na abstração daquela sala, prostrou-se viúvo de si, traduzindo a iniquidade de seus silêncios.

Metaforica(mente) (Evelyn Postali)

Pinçou o espaço com o alfinete. As estrelas competiam como luzes de vaga-lume. Deixou-se ali, deitada sobre a pétala da flor, em um laço mágico com o perfume e a poesia.

Ponteiros (Claudia Roberta Angst)

Guardo minutos em gavetas imaginárias só para poupá-los do desgaste do cotidiano. Embrulhados, mimos de um desejo que despertou comigo. As horas subindo e descendo as escadas rolantes da imaginação. Portas batendo fora do ritmo dos acontecimentos.

(In)Certezas (Paula Giannini)

"Saudade é vocábulo para sentir" - Silêncio. O microfone acabara de anunciar. O encontro das bandeiras era o ponto alto daquela festa popular. Divino! Foi o pensamento que lhe veio. Divina! Foi a sensação que ficou quando, dias mais tarde,... Continue lendo →

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