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Micro Estórias

Micro na escrita. Macro na imaginação.

Categoria

Cotidiano

Epílogo (Jorge Santos)

Logo a seguir ao alvorecer, ele apagou o lampião, franziu o supercílio, chupou avidamente a polpa de uma manga e sucumbiu ao veneno da tarântula que, entretanto, o picara no dedo grande do pé direito. Depois de uma vida inteira... Continue lendo →

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Privação (Paula Giannini)

Que portão era porta grande e casarão algo bem maior que o casebre em que morava, aprendera cedo na escola. Mais tarde em casa, caderno no colo, lápis na mão, tratava de completar a lição. E com ares de sapiência... Continue lendo →

Cordel (Evelyn Postali)

Impulsionou a canoa para o meio do rio com o remo de esparrela. Se descobrissem que destruíra o mandacaru da mulher do coronel por vingança, acabaria no xilindró e passaria a ser balaio de porrete e vilipêndio, porque pobre ele... Continue lendo →

Transtorno (Ana Maria Monteiro)

O homem observava a montanha de precatórios na sua frente, sabendo que a maioria havia sido elaborada por advogados sem escrúpulos. Suspirou. Meteu mãos à obra, embarcando em mais uma viagem nesse universo de pedidos e ladainhas falseadas. Terminado o... Continue lendo →

Espetáculo (Fernando Azevedo Brito)

O seu cotidiano era uma tragédia. Dormia largado na rua e, para escapar do frio da madrugada, restava-lhe recorrer ao papelão. Estava desempregado, desde que o circo fechou as portas. Não havia lugar para a cultura circense em um mundo... Continue lendo →

O velho piano (Victor O. de Faria)

Aquele era um boteco estranho. No lugar de uma mesa de bilhar, havia um piano, velho, cansado, sem uso. Seu Manoel gostava de explicar aos clientes, em detalhes, a história trazida por aquela relíquia. Um conto que envolvia um perfume,... Continue lendo →

Narciso (Paula Giannini)

Só agora entendia porque diziam que a arte era reconfortante. E sentiu-se incluído ao olhar a tela e enxergar no detalhe, um retrato da própria roupa.

Fugaz (Ana Maria Monteiro)

Ela explicara, dissera muita coisa, falara muito. Mergulhado no torpor pela revelação inesperada, não ouvira nada. Saiu tendo apenas uma certeza: não voltaria a vê-la; quando regressasse à casa, ela não estaria - nunca mais, abandonara-o. Andou sem destino. Passou... Continue lendo →

O quadro (Evelyn Postali)

Esquivando-se da mesmice do escritório, arrastou-se para dentro da galeria do outro lado da rua, pela primeira vez. Na abstração daquela sala, prostrou-se viúvo de si, traduzindo a iniquidade de seus silêncios.

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