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Micro Estórias

Micro na escrita. Macro na imaginação.

Categoria

Cotidiano

Intenção (Ana Maria Monteiro)

Coitado, era antiquado; um cavalheiro à moda antiga. Estava em meio a uma multidão, quando a tempestade desabou, e ele, com toda a cortesia, socorreu a dama mais próxima cobrindo-a com o seu cachecol. Mudam-se os tempos, mudam-se os valores:... Continue lendo →

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Camadas (Victor O. de Faria)

Livre dos desafios literários, passou o dia no píer, na companhia de sua gata e de um nascer do sol maravilhoso. O dourado natural tingiu seu cabelo sem qualquer tipo de floreio. Encarando a natureza ao redor, percebeu que nada... Continue lendo →

Promessa (Neusa Maria Fontolan)

Calado e com grande perfeição, cortou a meia ao meio. Assim testava o seu talento. Sonhava que, no futuro, a meia estivesse calçando um pé.

Intragável (Jorge Santos)

Durante a campanha, o presidente entrou na casa com telhado de sapé e comeu sopas de aveia com quem, na sua ótica, era a ralé. Depois de eleito, mandou um jagunço deitar fogo na casa com querosene. Nunca mais conseguiu... Continue lendo →

Receita (Neusa Maria Fontolan)

Olhava atenta para o pingente, com sua pedra preciosa e folha ornada com filigrana: precisava de uma limpeza, assim como sua vida após o abandono daquele que lhe deu a joia. A lixeira recebeu o presente e ela foi dourar... Continue lendo →

Sentido (Wender Lemes)

Aprendeu, ainda menina, a ler as necessidades do avô. Não era nenhum dom divino, ou habilidade mirabolante. Tosse pedia água, café pedia cigarro, voz pedia ouvido. Um dia, toda a água do mundo não foi suficiente. O cigarro, derradeiro inimigo,... Continue lendo →

Epílogo (Jorge Santos)

Logo a seguir ao alvorecer, ele apagou o lampião, franziu o supercílio, chupou avidamente a polpa de uma manga e sucumbiu ao veneno da tarântula que, entretanto, o picara no dedo grande do pé direito. Depois de uma vida inteira... Continue lendo →

Privação (Paula Giannini)

Que portão era porta grande e casarão algo bem maior que o casebre em que morava, aprendera cedo na escola. Mais tarde em casa, caderno no colo, lápis na mão, tratava de completar a lição. E com ares de sapiência... Continue lendo →

Cordel (Evelyn Postali)

Impulsionou a canoa para o meio do rio com o remo de esparrela. Se descobrissem que destruíra o mandacaru da mulher do coronel por vingança, acabaria no xilindró e passaria a ser balaio de porrete e vilipêndio, porque pobre ele... Continue lendo →

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