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Micro Estórias

Micro na escrita. Macro na imaginação.

Categoria

Humor

Animosidade (Wender Lemes)

Cleiton teve que encarar o gerente adjunto ao chegar, pela quarta vez na semana, atrasado, aparvalhado e parcialmente sóbrio. Demorou quase duas horas para notar-se mais arrefecido que o normal. A apoteose da modernidade, também conhecida como ar-condicionado, transformava o... Continue lendo →

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Casos e Causos (Neusa Maria Fontolan)

Não foi complicado lidar com a corrosão da chaleira após tentar ferver suas roupas. Difícil era ter que partir com sua nudez. (Baseado em um jogo de palavras da comunidade Entre Contos no Facebook).

(In)consequências (Iolandinha Pinheiro)

Achava fascinante aquele homem dando aula com desenvoltura apesar da forte gagueira. Suas aulas eram lotadas, e ela acabou criando o hábito de inventar desculpas para assistir as palestras dele todas as tardes. Cada aula era uma joia preciosa. Só... Continue lendo →

Epílogo (Jorge Santos)

Logo a seguir ao alvorecer, ele apagou o lampião, franziu o supercílio, chupou avidamente a polpa de uma manga e sucumbiu ao veneno da tarântula que, entretanto, o picara no dedo grande do pé direito. Depois de uma vida inteira... Continue lendo →

Epístola (Alessandro Krimer)

Com boa caligrafia desde muito nova, Rosa copiava sem cessar a mesma frase dita há tanto tempo: “Não te quero mais!”. Na época foi tempestade que envolveu toda a aristocracia. Hoje, na biblioteca do hospício, uma e outra traça discutem... Continue lendo →

Máscara (Alessandro Krimer)

Fazia o tipo "safo". Gostava de ser chamado Leão. Mas na verdade, era só uma borra de macho. Meia-colher, como dizem. Num dia, emparedado pela polícia, confessou o apelido: Batata. Notícia correu no bairro. Leão virou purê na boca da... Continue lendo →

O velho piano (Victor O. de Faria)

Aquele era um boteco estranho. No lugar de uma mesa de bilhar, havia um piano, velho, cansado, sem uso. Seu Manoel gostava de explicar aos clientes, em detalhes, a história trazida por aquela relíquia. Um conto que envolvia um perfume,... Continue lendo →

Antropologia (Jefferson Lemos)

O homem moderno se via como um estranho vagueando por aquelas galerias. Cada quadro, cada moldura, as cores... Tudo parecia tão vivo, e ao mesmo tempo tão sem sentido... Sentou-se, contemplou a razão de sua própria existência, pegou o celular... Continue lendo →

Sem saída (Claudia Roberta Angst)

Enquanto lá fora o espírito carnavalesco contagiava a todos, Márcio isolava-se. Em sua residência, saboreava a requintada sobremesa e olhava os quadros preciosos na parede. Era só felicidade até sua filha Maria Eduarda passar cantarolando um funk.

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