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Micro Estórias

Micro na escrita. Macro na imaginação.

Existencial (Victor O. de Faria)

Vítima de um incêndio, a pobre ovelha adquiriu esquizofrenia, e tornou-se, literalmente, a ovelha negra da família. Em noites de lua cheia, eletrizada, olhava com desejo para o queijo suíço desenhado em sua superfície, e perguntava-se, inconscientemente, se não haveria... Continue lendo →

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Epístola (Alessandro Krimer)

Com boa caligrafia desde muito nova, Rosa copiava sem cessar a mesma frase dita há tanto tempo: “Não te quero mais!”. Na época foi tempestade que envolveu toda a aristocracia. Hoje, na biblioteca do hospício, uma e outra traça discutem... Continue lendo →

Cordel (Evelyn Postali)

Impulsionou a canoa para o meio do rio com o remo de esparrela. Se descobrissem que destruíra o mandacaru da mulher do coronel por vingança, acabaria no xilindró e passaria a ser balaio de porrete e vilipêndio, porque pobre ele... Continue lendo →

Máscara (Alessandro Krimer)

Fazia o tipo "safo". Gostava de ser chamado Leão. Mas na verdade, era só uma borra de macho. Meia-colher, como dizem. Num dia, emparedado pela polícia, confessou o apelido: Batata. Notícia correu no bairro. Leão virou purê na boca da... Continue lendo →

Transtorno (Ana Maria Monteiro)

O homem observava a montanha de precatórios na sua frente, sabendo que a maioria havia sido elaborada por advogados sem escrúpulos. Suspirou. Meteu mãos à obra, embarcando em mais uma viagem nesse universo de pedidos e ladainhas falseadas. Terminado o... Continue lendo →

Espetáculo (Fernando Azevedo Brito)

O seu cotidiano era uma tragédia. Dormia largado na rua e, para escapar do frio da madrugada, restava-lhe recorrer ao papelão. Estava desempregado, desde que o circo fechou as portas. Não havia lugar para a cultura circense em um mundo... Continue lendo →

O velho piano (Victor O. de Faria)

Aquele era um boteco estranho. No lugar de uma mesa de bilhar, havia um piano, velho, cansado, sem uso. Seu Manoel gostava de explicar aos clientes, em detalhes, a história trazida por aquela relíquia. Um conto que envolvia um perfume,... Continue lendo →

Narciso (Paula Giannini)

Só agora entendia porque diziam que a arte era reconfortante. E sentiu-se incluído ao olhar a tela e enxergar no detalhe, um retrato da própria roupa.

Fugaz (Ana Maria Monteiro)

Ela explicara, dissera muita coisa, falara muito. Mergulhado no torpor pela revelação inesperada, não ouvira nada. Saiu tendo apenas uma certeza: não voltaria a vê-la; quando regressasse à casa, ela não estaria - nunca mais, abandonara-o. Andou sem destino. Passou... Continue lendo →

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